Uma
empresa do
vale do
Paraíba, em
São Paulo,
transforma
ônibus,
carretas e
vans em
lojas,
hospitais,
laboratórios
de
informática,
consultórios
e até
palcos! Em
quinze anos,
o negócio se
especializou
em adaptar
veículos em
unidades
móveis para
qualquer
tipo de
serviço.
Vans,
ônibus e
carretas com
mais de 15
metros de
comprimento
se
transformam
em negócios
sobre rodas!
Os
empresários
Nirceu,
Lucia e
Rafael Lemos
sempre foram
curiosos
sobre o
potencial
desses
gigantes do
transporte.
Em 2002,
eles
investiram
R$ 20 mil
numa pequena
marcenaria e
serralheria.
E começaram
a adaptar
grandes
veículos
para
empresas.
“Uma
unidade
móvel ela é
muito
versátil
você pode
usar
qualquer
coisa até
onde a sua
imaginação
viajar. Você
pode colocar
um
consultório
médico, uma
sala de
eventos,
treinamento,
uma unidade
maior para
transporte
de ovelha,
transporte
de cavalo,
nós fizemos
até uma
fábrica de
queijo pra
treinamento
dentro de
uma unidade
móvel”, diz
Nirceu
Lemos,
empresário.
Os
empresários
perceberam
logo o
negócio
rentável que
tinham nas
mãos. Eles
começaram a
construir
unidades
imensas e
completas,
feitas de
madeira,
alumínio e
aço, e
acopladas a
veículos.
Muitas
vezes,
maiores do
que um
apartamento.
Esta
unidade, por
exemplo, foi
construída
para um
fabricante
de bebidas
participar
de eventos
de
divulgação.
Ela tem mais
de 140 m²
com bar,
salão e
escritório.
Um toque
na tela do
computador
controla luz
e tv nos
ambientes.
Esse
caminhão é
uma ótima
ferramenta
de
marketing,
ele aumenta
a força da
marca do
nosso
cliente. Com
toda essa
modernidade,
tecnologia,
embutida
aqui. Pra
isso, é
necessário
um evento
completo com
todo tipo de
suporte, de
atendimento,
o que faz
com que os
convidados
se aproximem
mais ainda
desses
nossos
clientes.
Construir
uma unidade
que se move
não é o
mesmo que
fazer uma
casa. Como o
veículo
balança, a
fixação é
especial.
Tudo é
colado e
parafusado
as unidades
parecem
verdadeiros
robôs. O
veículo
encolhe para
se locomover
e estica
quando está
parado. Ao
comando de
um botão,
abre portas.
Como ele
é um
veículo, a
gente tem
que estar
preocupado
com a
legislação.
Tem uma
norma do
Denatran que
rege as
medidas.
Você tem que
seguir essas
normas. Mas
quando ele
está parado,
você pode
usar da
criatividade
e aumentar
na medida
que der.
Nós
chegamos a
aumentar
mais de três
vezes o
tamanho da
unidade.
Um
projeto pode
levar mais
de 100 dias
para ser
feito, e
custar mais
de um milhão
de reais. No
computador,
a empresa
apresenta
uma maquete
virtual do
projeto que
o cliente
quer.
“Ela é
personalizada
porque ela
parte do
projeto do
cliente que
é
personalizado.
a partir do
projeto, é
elaborada a
maquete
virtual com
as cores,
com as
formas, com
tudo aquilo
que ele vai
utilizar”,
DIZ Lúcia
Lemos,
empresária.
A empresa
faz em média
dez projetos
por ano.
Atende
bancos,
construtoras,
escolas e
não faz
propaganda
do negócio.
A divulgação
é o próprio
veículo do
cliente.
Nosso
produto por
si vende.
Ele aparece
aonde quer
que ele vá.
Até hoje,
100% dos
nossos
clientes são
frutos de
propaganda
boca a boca.
Esta
universidade
encomendou
dez carretas
adaptadas.
elas são
usadas para
cursos
itinerantes.
“A
vantagem é a
mobilidade
que a gente
tem com
nosso
sistema de
ensino,
então a
universidade
consegue
chegar em
várias
localidades,
principalmente
em cidades
vizinhas,
locais onde
a gente não
tem o nosso
campus e
onde as
pessoas não
tem
possibilidade
de estudar,
então a
universidade
vai até as
pessoas,
principalmente
da
periferia”,
diz a pró
reitora
Maria Helena
Ribeiro.
Mais de
30% dos
clientes são
pequenos
empresários.
Neste caso,
a adaptação
dos veículos
é mais
simples, e
ajuda a
ampliar
mercado com
baixo custo.
Os
veículos se
transformam
em empresas
sobre rodas,
e são um
marketing
forte por
onde passam.
é o caso
deste furgão
que virou
uma loja de
roupas. Aqui
não há
dúvida. se
falta
cliente, a
empresa vai
atrás.
A empresa
móvel viaja
pelo Brasil
inteiro. É
uma
confecção
itinerante.
A empresária
Priscila
cordeiro
investiu R$
90 mil no
veículo, e
dez mil na
adaptação.
Dentro, no
lugar dos
bancos,
foram
instalados
armários e
cabideiros.
“O furgão
é um
conceito
inovador,
porque além
de fazer
logística,
ele é uma
loja móvel,
isso
surpreende
muito os
clientes.
Nosso
objetivo é
estar mais
próximo dos
clientes e
ele tem
atendido bem
isso”, diz a
dona da loja
Priscila
Cordeiro.
Em menos
de um ano, a
empresária
recuperou o
capital
investido.
Hoje ela
vende cinco
mil peças
por mês com
o veículo.
“Achei
interessante
a ideia.
Ainda mais
porque
mulher é
curiosa, vê
um negócio
desse
chegando e
quer ver o
que é,
sempre vai
comprar!’
diz Silvia
Gallati,
cliente.
"O mais
interessante
é que é uma
loja em cima
de 4 rodas,
nunca
imaginei
encontrar
uma loja
assim na
porta de
qualquer
lugar.
Gostei das
roupas,
gostei do
lugar, amei!
"